Há 21 anos estamos em Lages. De 08 de janeiro de 2005 a 08 de janeiro de 2026, esta cidade se tornou a nossa terra natal. É aqui que plantamos, cultivamos e colhemos resultados por meio do trabalho, do esforço e da dedicação diária em fazer sempre o nosso melhor.
No percurso que faço diariamente da minha casa até a empresa, observo com atenção as mudanças que aconteceram ao longo desse tempo. Muita coisa mudou — a começar por mim mesma. Pude crescer, evoluir e me fortalecer, tanto pessoal quanto profissionalmente.
Próximo à nossa unidade matriz, há um canteiro de árvores — são araçás, aquelas frutinhas vermelhas... Foram plantadas, possivelmente, pela empresa responsável pela manutenção da rodovia, há cerca de cinco anos. Hoje, já dão frutos, e as pessoas param para colher. Muitas vêm especialmente para fazer essa “colheita”. Esse detalhe simples sempre me faz refletir.
Temos vizinhos que estão ali desde que nos mudamos para Lages, em 08 de janeiro de 2005. Há um, em especial, cuja unidade tinha apenas uma demão de tinta quando chegamos — e, curiosamente, 21 anos depois, permanece exatamente igual. Nada mudou.
Já a nossa história seguiu outro caminho. Quando adquirimos a planta, em abril de 2004, foi necessária uma reforma gigantesca para adequar o espaço às nossas necessidades produtivas e administrativas. Não tínhamos recursos. Não tínhamos dinheiro — nem para comprar, nem para reformar. Ainda assim, com coragem, fé e confiança no nosso trabalho, arriscamos. Captamos 10% do valor junto ao banco e financiamos os outros 90% diretamente com o vendedor, em 60 parcelas, com juros e correção. Pagamos, impreterivelmente, todas as parcelas, sempre no dia primeiro de cada mês.
Por que relembro isso? Porque, para crescer, é preciso arriscar. É necessário sair da zona de conforto. “Aos campeões, o desconforto.” Para nós, nunca foi diferente — e não é até hoje. Sempre fizemos muito mais do que parecia possível com o pouco que tínhamos. Tivemos, muitas vezes, 90% de vontade e apenas 10% de capital — ou até menos, como o Assis gosta de reforçar.
Não sei por quanto tempo ainda farei esse caminho diário. Talvez por mais cinco, dez anos. Um dia, irei me aposentar. Outras pessoas virão — ou já estão sendo preparadas — para seguir conduzindo o nosso negócio, a nossa empresa. Uma empresa que, após 21 anos instalada em Lages, saiu de 50 a 60 empregos diretos para mais de 500 colaboradores. Para nós, isso é uma bênção e uma honra: gerar oportunidades, renda e contribuir com o desenvolvimento da comunidade de Lages.
A GTS completará 26 anos em setembro deste ano. Somos uma empresa madura, que ainda tem muito a evoluir e melhorar, mas somos gratos e felizes por já termos conseguido transformar e impactar positivamente tantas vidas ao longo dessa trajetória.
Assim como quem plantou aquelas árvores talvez não esteja hoje colhendo seus frutos, mas outras pessoas estão, nós também construímos — e seguiremos construindo — uma empresa que ficará para outros. Essa é a importância de ir além dos próprios limites, de quebrar paradigmas, vencer crenças limitantes e fazer muito mais do que imaginamos ser capazes.
Seguiremos firmes, todos juntos, contando com um time de excelência, buscando sempre fazer o melhor para nossos colaboradores, parceiros, clientes e para a sociedade como um todo. Não existem empresas boas sem pessoas acima da média. Por isso, queremos seguir com os melhores — não apenas os talentosos, mas aqueles que, diariamente, se esforçam para evoluir e refletir isso na própria vida e na vida do outro.
Fazer o bem, sem olhar a quem. Fazer o melhor com as condições que temos. Esse sempre foi — e sempre será — o nosso propósito.
Obrigada a cada pessoa que fez e faz parte da nossa história de quase 26 anos de existência, sendo 21 deles em Lages, Santa Catarina.
Obrigada, Lages, por nos acolher tão bem.
Gratidão a cada colaborador por acreditar e amar a GTS.
Gratidão a todos os clientes, parceiros e fornecedores.
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Sócia Diretora